Pré-mercado de 24 de abril de 2026
O dia em resumo
Clima do mercado
Antes da abertura do mercado americano desta sexta-feira, os contratos futuros iniciam em leve baixa. Os futuros do S&P500 recuam 0,2%, os do Dow Jones cedem cerca de 144 pontos (-0,3%) e os do Nasdaq também operam em leve queda. Após a queda de 0,41% do S&P500 e de 0,89% do Nasdaq na véspera, o movimento de baixa se estende diante do impasse nas negociações sobre o Estreito de Hormuz com o Irã e da ultrapassagem do petróleo Brent a US$ 105, pressionando ativos de risco. As bolsas asiáticas apresentam desempenho misto: o Kospi fechou estável em 6.475,63, enquanto o Kosdaq disparou 2,51%; o Hang Seng de Hong Kong (-0,16%) e o CSI300 da China (-0,35%) recuaram moderadamente, e o ASX200 da Austrália encerrou em -0,08%. No after-hours, os balanços positivos de $INTC (+2,3%) e $SAP (+5%) sustentam uma reação pontual de papéis individuais, limitando parcialmente a pressão sobre os índices.
Eventos do dia
A sessão pré-mercado traz uma concentração intensa de resultados de grandes empresas. Abrangendo setores defensivos e de infraestrutura, divulgam seus números, na ordem, a gigante de bens de consumo essenciais $PG (Procter & Gamble), com valor de mercado de US$ 338,6 bilhões, seguida pela empresa de saúde $HCA, pela prestadora de serviços para o setor de energia $SLB (Schlumberger), pela ferrovia $NSC (Norfolk Southern) e pela empresa de mídia $CHTR (Charter Communications). Essa configuração diversificada servirá como termômetro para avaliar se o ímpeto vendedor sobre tecnologia e software da véspera se mantém ou se a rotação para ações defensivas ganha ainda mais força. Em particular, a guidance da $PG vem associada às questões de repasse de tarifas e custos de matérias-primas, o que deve influenciar a direção do setor de bens de consumo como um todo. No caso da $SLB, o ponto central de atenção é a guidance de receita de serviços para campos petrolíferos no cenário de petróleo a US$ 105.
Retrospectiva do pregão anterior
No dia 23 de abril, a bolsa de Nova York fechou em baixa nos três principais índices. A reaparição das tensões no Estreito de Hormuz com o Irã somada às preocupações com a desaceleração do crescimento ligado à IA no setor de software provocaram uma queda acentuada em grandes empresas de SaaS, como $CRM (-8,7%), $ORCL (-6,0%) e $IBM (-8,3%), enquanto uma rotação para setores defensivos, industriais e de energia ganhou força. Em meio a esse cenário, porém, a $TXN disparou 19,4% após uma guidance de recuperação da demanda por semicondutores para data centers, liderando a diferenciação do setor de chips.
Ações em destaque
A $INTC reportou, após o fechamento do pregão anterior, um lucro por ação (EPS) de US$ 0,29 no 1º trimestre — 14 vezes acima do consenso de US$ 0,02 — e receita de US$ 13,58 bilhões, superando amplamente as expectativas do mercado. A guidance para o 2º trimestre também ficou bem acima do consenso, o que sustentou a reação positiva no after-hours. A resposta no pregão regular deve confirmar o momentum do setor de semicondutores como um todo. Já o ETF setorial de energia $XLE tem grandes chances de dar continuidade ao forte desempenho da véspera (+0,78% do $XLE) enquanto o Brent permanecer acima de US$ 105 e as negociações com o Irã continuarem estagnadas. A $RTX entrou em zona de sobrevenda, com o RSI próximo de 27 na véspera, e as grandes fabricantes de defesa $LMT, $GD e $NOC também recuaram, formando um quadro em que uma confirmação de extensão do cessar-fogo com o Irã poderia desencadear uma tentativa de repique técnico.
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