Pré-mercado 28 de maio de 2026
O dia em resumo
Resumo do dia anterior
Ontem (27/05), o mercado acionário dos EUA renovou simultaneamente as máximas históricas do Dow, do S&P 500 e do Nasdaq, mas o setor de semicondutores, que havia disparado cerca de 6% no pregão anterior, entrou em realização para respirar. A Qualcomm ($QCOM -6,18%), a ARM (-5,76%) e a Marvell ($MRVL -4,59%) recuaram fortemente, enquanto o setor de consumo discricionário ($XLY +1,76%), a Meta ($META +3,74%) e a Amazon ($AMZN +2,48%) lideraram os ganhos. Nos resultados divulgados após o fechamento, a Snowflake ($SNOW) saltou 33% no after-hours graças ao negócio de US$ 6 bilhões com a AWS e a uma guidance robusta, ao passo que a Salesforce ($CRM) caiu 3% após uma perspectiva fraca de receita para o 2º trimestre, dividindo as expectativas. Com a estabilização da trégua entre EUA e Irã, o petróleo WTI despencou mais 5,55%.
Atmosfera atual do mercado
Nesta noite de quinta-feira pelo horário de Brasília, os futuros dos EUA operam em leve queda diante da expectativa pela divulgação do PCE desta noite, em clima de espera. Futuros do S&P 500 -0,1%, futuros do Nasdaq 100 -0,3%, futuros do Dow -59 pontos, o que sugere uma pausa momentânea no apetite por risco. Os relatos de que as forças americanas bombardearam instalações militares iranianas nas primeiras horas fizeram o petróleo WTI subir cerca de 2%, alcançando a região dos US$ 90 por barril, adicionando mais um peso ao cenário. A maior variável do dia é, sem dúvida, a divulgação do núcleo do PCE de abril às 21h30 de Brasília (consenso de 3,3% em relação ao ano anterior), somada aos resultados da Costco ($COST) e da Dell ($DELL) após o fechamento, o que torna este um dia de volatilidade acumulada.
Coletânea de notícias pré-mercado
Eventos do dia
Mesmo no final da temporada de resultados, grandes nomes estão escalados tanto antes da abertura (BMO) quanto após o fechamento (AMC) hoje. Além do nosso card automático, a curadoria do corpo do texto destaca os quatro seguintes:
Agenda macro
Hoje é o ponto de inflexão mais importante da semana, com a divulgação do PCE de inflação.
O núcleo do PCE de abril, métrica mais observada pelo Fed, é esperado em 3,3% ante o ano anterior (anterior: 3,2%) e 0,3% ante o mês anterior, sinalizando que a inflação pode estar se tornando ainda mais persistente, conforme o mercado já precifica. O PCE cheio é esperado em 3,8% a/a (anterior: 3,5%), refletindo o impacto acumulado de energia e tarifas. No mesmo horário saem a leitura preliminar do PIB do 1º trimestre (consenso: 2,0%) e os pedidos semanais de auxílio-desemprego (consenso: 210 mil), que também merecem atenção; um resultado acima do consenso aumenta a pressão hawkish sobre o novo chair Warsh, reforçando ainda mais as expectativas de manutenção dos juros em junho.
Consenso de 665 mil unidades (anterior: 682 mil). Indicador auxiliar para avaliar a desaceleração da demanda imobiliária em meio à persistência dos juros altos.
Desdobramentos de dividendos
Ações em destaque
Três ações em que a temporada de resultados e os dados macro se cruzam hoje:
Guia de ação do dia
Que seja mais um dia de calma, observando o fluxo mais do que os resultados pontuais.
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