Amgen ($AMGN) – Análise do resultado do 2º trimestre de 2026: lucro por ação ajustado e receita superam expectativas; leve alta no after-hours
Quadro de resultados
Receita: US$ 10,054 bilhões (+10% na comparação anual, estimativa de US$ 9,427 bilhões) ✅ Beat
EPS (lucro por ação): ajustado US$ 6,29 (+4% vs. US$ 6,02 do ano anterior, estimativa de US$ 5,62) ✅ Beat · GAAP diluído US$ 4,37
Orientação: nova projeção – receita anual de 2026 entre US$ 38,2 bilhões e US$ 39,4 bilhões; lucro por ação ajustado entre US$ 22,30 e US$ 23,50
Reação do papel: +0,47% no after-hours (US$ 391,84) – com base em 05/08, 05:59 (horário da Coreia)
Pontos positivos
Lucro ajustado e receita acima do consenso: lucro por ação ajustado de US$ 6,29 e receita de US$ 10,054 bilhões superaram as estimativas
Seis motores de crescimento puxaram o resultado: receita dos seis produtos-chave de crescimento +26%, respondendo por cerca de 70% da receita de produtos
Geração de caixa expandiu: fluxo de caixa livre de US$ 3,5 bilhões no 2º trimestre (vs. US$ 1,9 bilhão no ano anterior)
A Amgen é uma empresa de medicamentos biológicos que comercializa tratamentos para câncer, doenças cardiovasculares, inflamações e doenças raras. No 2º trimestre de 2026, a receita total foi de US$ 10,054 bilhões, 10% acima dos US$ 9,179 bilhões do ano anterior, enquanto a receita de produtos atingiu US$ 9,537 bilhões (+9%). O resultado ficou bem acima da estimativa dos analistas (US$ 9,427 bilhões).
O lucro por ação ajustado foi de US$ 6,29, cerca de US$ 0,67 acima da estimativa de US$ 5,62. O lucro por ação diluído em GAAP foi de US$ 4,37 (vs. US$ 2,65 no ano anterior, +65%), e o lucro líquido (total, equivalente ao atribuível aos acionistas ordinários) foi de US$ 2,375 bilhões. Produtos de crescimento como Repatha (US$ 953 milhões, +37%), Evenity (US$ 714 milhões, +38%), Uplizna (US$ 335 milhões, +90%), Tezspire (US$ 486 milhões, +42%) e Imdelltra (US$ 288 milhões, +115%) impulsionaram o resultado. Vinte e dois produtos registraram crescimento de dois dígitos, e 17 produtos atingiram escala anualizada de US$ 1 bilhão ou mais com base na receita trimestral.
Pontos negativos
Queda acentuada nos produtos de saúde óssea/metástases ósseas: Prolia -32%, Xgeva -34% (lançamento de biossimilares)
Pressão de preços nos produtos inflamatórios: Otezla -21%, Enbrel -4% (teto de preços do Medicare etc.)
Leve recuo na margem operacional ajustada: 48,4% sobre a receita de produtos, queda de 0,5 ponto percentual na comparação anual
Prolia somou US$ 759 milhões, redução de 32% ante o ano anterior, com volume -20% e preço líquido de venda -12% atuando em conjunto. Xgeva também caiu 34%, para US$ 352 milhões. O motivo foram os lançamentos globais de biossimilares, e há novos lançamentos previstos, o que pode manter a pressão sobre o resultado.
Otezla recuou 21% em razão da queda simultânea de volume e preço líquido, e Enbrel foi impactada pela definição de preço do Medicare Part D nos EUA (vigência em janeiro de 2026) e pela maior participação do programa 340B, que reduziu o preço líquido em 22%. As despesas operacionais ajustadas cresceram 11% (expansão de P&D em estudos clínicos de fase avançada como MariTide), e a margem operacional ajustada recuou levemente. O Tavneos segue em processo de audiência relacionado ao pedido voluntário de retirada de mercado pela FDA, mantendo o risco regulatório.
O que a empresa disse
A gestão demonstrou confiança em crescimento por mais de uma década, com base no resultado sólido em toda a operação, no papel dos seis produtos de crescimento, na expansão de indicações de medicamentos existentes e no avanço do pipeline de fase 3. Para 2026, a empresa projetou receita entre US$ 38,2 bilhões e US$ 39,4 bilhões, lucro por ação ajustado entre US$ 22,30 e US$ 23,50, e lucro por ação em GAAP entre US$ 15,80 e US$ 17,08. O release não informou explicitamente se os números representam elevação ou manutenção da orientação anterior, de modo que devem ser interpretados como uma nova projeção. MariTide, candidata ao tratamento da obesidade, está em múltiplos estudos de fase 3 em controle de peso, cardiovascular, insuficiência cardíaca e apneia do sono, e foi citada como um dos vetores do aumento das despesas de P&D.
Reação do mercado e pontos de atenção daqui em diante
Após o fechamento do pregão, o after-hours registrou apenas uma leve alta. Embora o lucro ajustado e a receita tenham superado as estimativas e os produtos de crescimento tenham participação elevada, o impacto dos biossimilares sobre Prolia e Xgeva, a pressão de preços em Enbrel e o aumento das despesas de P&D também ficaram em evidência, o que sugere que as expectativas já estavam precificadas ou que positivos e negativos se compensaram. Além disso, o fechamento regular já havia subido em relação ao dia anterior, o que pode limitar uma reação adicional no after-hours.
É preciso acompanhar se a queda de receita de Prolia e Xgeva perde força e em que medida o cronograma de novos biossimilares se reflete nos números.
O avanço da fase 3 de MariTide e a visibilidade do pipeline de obesidade e metabólico são variáveis-chave para a valuation de médio e longo prazo.
Vale checar o progresso do primeiro semestre frente à orientação anual de receita e lucro por ação ajustado, bem como a contribuição dos produtos de crescimento no segundo semestre.
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