Resumo pré-mercado de 17 de julho de 2026
O dia em resumo
Resumo do pregão anterior
No pregão de 16, a bolsa de Nova York fechou em queda pressionada pelo setor de semicondutores. O S&P 500 recuou 0,51% para 7.533,77 pontos e o Nasdaq cedeu 1,47% para 25.881,95 pontos, enquanto o Dow Jones caiu apenas 0,20%, demonstrando relativa resiliência. Bens de consumo não essenciais subiram 2,80%, saúde avançou 2,22% e imobiliário subiu 2,02%, ao passo que o setor de tecnologia recuou 2,24%, evidenciando uma migração clara de recursos para os setores defensivos. O índice de volatilidade (VIX – indicador que mede o grau de medo do mercado) avançou 6,76%, para 16,73 pontos.
Cenário atual do mercado
Os futuros dos três principais índices operam em queda. O futuro do Nasdaq 100 recua 1,76%, liderando as perdas, seguido pelo futuro do S&P 500, em queda de 0,94%, e pelo futuro do Dow Jones, com baixa de 0,71%. A Netflix apresentou uma projeção de receita para o terceiro trimestre abaixo do esperado e caiu mais de 9% no pós-mercado, enquanto o ajuste no setor de semicondutores, desencadeado pela revisão para cima dos investimentos em capacidade da TSMC, já se estende pelo segundo dia consecutivo. Os investidores estão reduzindo a exposição a ativos de risco e migrando para setores defensivos como bens de consumo não essenciais e saúde. A maior variável do dia é o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e as expectativas de inflação, divulgados às 23h00 (horário de Brasília).
Coletânea de notícias antes da abertura
Eventos do dia
Agenda macro
Ainda não há estimativa de mercado consolidada, e a leitura anterior corresponde ao dado final de junho, de 49,5. Após a mínima histórica de 44,8 registrada em maio, o indicador subiu por dois meses consecutivos, mas permanece em patamar historicamente baixo. Como o aperto dos gastos do consumidor afeta diretamente os resultados das empresas voltadas ao consumo, a continuidade da recuperação será o ponto crucial.
Não há estimativa consolidada, e a expectativa de inflação para 1 ano anterior foi de 4,6%. Trata-se de um indicador que reflete a percepção do consumidor sobre a inflação futura e é acompanhado de perto pelo Fed na definição da política monetária. Dado o cenário em que, na reunião de junho, 9 dos 18 membros projetaram alta de juros ainda este ano, uma elevação desse dado reforçaria a preocupação com novos aumentos e poderia pressionar ações de tecnologia e de crescimento, mais sensíveis à taxa de juros.
Ex-dividendos
Ações em destaque
A Oracle fechou o pregão anterior em queda de 6,25%, a US$ 124,21, com o índice de força relativa (RSI – indicador que mede o grau de sobrecompra ou sobrevenda do preço entre 0 e 100) caindo para 27. Embora valores abaixo de 30 sejam normalmente considerados sobrevendidos, ainda não é possível afirmar uma reversão, pois o motivo da queda – o peso dos investimentos em capacidade para inteligência artificial – permanece sem solução.
A Exxon Mobil rompeu a banda superior das Bandas de Bollinger (faixa que representa estatisticamente o intervalo de oscilação do preço) e subiu 1,00%, fechando a US$ 145,95. O movimento está alinhado à alta do petróleo diante das tensões no Estreito de Ormuz, e vale acompanhar se a tendência se manterá até que o petróleo defina uma direção clara.
A Apple subiu 1,76%, fechando a US$ 333,26, com RSI de 71, entrando em zona de sobrecompra. Em um cenário de turbulência para o setor de tecnologia como um todo, o sinal de sobrecompra também indica a possibilidade de correção no curto prazo, sendo recomendável cautela na compra para quem não está posicionado.
Guia de ação do dia
Mantenha a calma novamente hoje e tenha um ótimo dia.
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