Pré-mercado de 15 de abril de 2026
O dia em resumo
Ambiente de mercado
O mercado de futuros abriu em leve baixa, próximo da estabilidade. Futuros do S&P 500 a -0,04%, futuros do Nasdaq 100 a -0,05% e futuros do Dow a -0,07%, em movimento de respiro nas proximidades das máximas históricas. Após o Nasdaq registrar dez sessões consecutivas de alta no pregão anterior (a maior sequência desde 2021), o mercado digere parte dos lucros realizados. As bolsas asiáticas mostraram firmeza, com o Nikkei japonês a +0,44% e o Hang Seng de Hong Kong a +0,43%, enquanto o CSI 300 da China recuou -0,34%, configurando um quadro misto. O presidente Trump afirmou que "a guerra com o Irã está praticamente encerrada" e sugeriu que não há necessidade de prorrogar a cessação das hostilidades, mantendo as expectativas de descompressão geopolítica.
Eventos do dia
Resultados — A temporada de resultados ganha força com a divulgação de grandes instituições financeiras. Antes do pregão, o Bank of America ($BAC) registrou leve frustração, com EPS de US$ 0,98 (estimativa de US$ 0,99) e receita de US$ 28,37 bilhões (estimativa de US$ 29,81 bilhões), e a reação do preço será acompanhada de perto. O PNC Financial ($PNC) apresentou forte surpresa, com EPS de US$ 4,88, bem acima da estimativa de US$ 3,92, e o Morgan Stanley ($MS) também reportou números sólidos, com EPS de US$ 2,68. Assim como os bons resultados de JPMorgan e Citigroup e a fraca performance do Wells Fargo no pregão anterior, fica evidente uma clara diferenciação de desempenho entre os bancos.
Indicadores econômicos — Às 8h30 (ET), será divulgado o índice Empire State de Manufatura do Fed de Nova York (abril). Após -0,2 no mês anterior, espera-se uma reação para +3,2, configurando um sinal de recuperação da atividade manufatureira. Às 14h00 (ET), sai o índice NAHB do mercado imobiliário (abril), com perspectiva de estabilidade em torno de 38 do mês anterior e alta probabilidade de permanecer abaixo de 50 pelo 23º mês consecutivo. Hoje é o prazo final de entrega da declaração de imposto de renda nos EUA (Dia do Imposto), podendo ocorrer mudanças de liquidez no mercado monetário de curto prazo.
Retrospecto do pregão anterior
No pregão anterior (14/04), o S&P 500 fechou em alta de +1,18% (6.967) e o Nasdaq em +1,96% (23.639), encerrando o dia com força. A expectativa de retomada das negociações de paz entre EUA e Irã impulsionou o mercado, e o Nasdaq registrou dez sessões consecutivas de alta, a maior sequência desde 2021. Grandes bancos (JPM, C, BLK) apresentaram resultados sólidos, enquanto o setor de energia foi o único a registrar fraqueza, com -2,03% diante da forte queda do petróleo. O índice de Medo e Ganância ficou em 47 (neutro), mostrando estabilização do sentimento do mercado. Ver retrospecto do pregão anterior
Ações em destaque
Nvidia ($NVDA) — Sinais de rompimento da banda superior de Bollinger e de sobrecompra no estocástico (K>80) surgem simultaneamente. A ação subiu +3,78% no pregão anterior e foi o principal motor do rali do Nasdaq, mas o acúmulo de sinais técnicos de superaquecimento exige atenção à possibilidade de realização de lucros no curto prazo.
ExxonMobil ($XOM) — A confluência de sobrevenda no estocástico (K<20) e rompimento da banda inferior de Bollinger coloca o papel em território de extrema desvalorização. Após recuar -2,23% no pregão anterior, é a ação com maior potencial de recuperação imediata caso as negociações com o Irã enfrentem dificuldades e ocorra uma reação do petróleo.
Tesla ($TSLA) — Ocorre um cruzamento de alta no MACD, captando sinal de reversão para cima. A alta de +3,33% no pregão anterior devolveu o momentum ao papel, que tecnicamente apresenta espaço para novos avanços. Relatório de sinais técnicos
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