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Análise de resultados

Littelfuse ($LFUS) – Análise do 2º trimestre de 2026: lucro por ação ajustado e receita superam estimativas; guidance do 3º trimestre forte

Placar de resultados

Receita: US$ 739 milhões (+20% em base anual, estimativa de US$ 703 milhões) ✅ Beat

EPS (lucro por ação): US$ 4,19 na base ajustada (estimativa de US$ 3,78) ✅ Beat · EPS diluído GAAP de US$ 3,49

Guidance: elevado — receita do 3º trimestre entre US$ 780 milhões e US$ 800 milhões, EPS diluído ajustado entre US$ 4,85 e US$ 5,05 (projeção de receita cerca de +26% em base anual)

Reação do preço: +9,93% no pré-mercado (US$ 431) — referência 29/07, 20:50 (horário da Coreia)

Pontos positivos

Duplo beat nos resultados: receita de US$ 739 milhões e EPS ajustado de US$ 4,19 superaram as estimativas

Crescimento eletrônico e industrial: eletrônicos +21%, industrial +52% (orgânico +16%), com eixos de crescimento nítidos

Geração de caixa: fluxo de caixa livre de US$ 127 milhões no 2º trimestre, +75% em base anual

A Littelfuse é uma empresa de tecnologia industrial que desenvolve soluções para a entrega segura e eficiente de energia elétrica. Neste trimestre, na base ajustada, tanto a receita quanto o lucro por ação ficaram acima das estimativas do mercado, e a margem EBITDA ajustada atingiu 23,6%, alta de 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Segundo a administração, a demanda se recuperou de forma ampla a ponto de o desempenho superar as próprias expectativas da companhia.

O segmento eletrônico viu a receita crescer 21%, impulsionado pelo crescimento orgânico de componentes passivos (+26%) e pelo maior volume de semicondutores de proteção e potência (+15% orgânico), enquanto a margem EBITDA ajustada se expandiu 4,7 pontos percentuais, para 26,3%. O segmento industrial disparou 52% em receita, sustentado pela demanda de data centers, HVAC, automação e construção, além do efeito da aquisição da Basler (+36 p.p.). A geração de caixa também se fortaleceu, com fluxo de caixa operacional de US$ 146 milhões e fluxo de caixa livre de US$ 127 milhões.

Pontos negativos

Piora da margem no transporte: margem EBITDA ajustada do segmento de transporte de 18,6% (-1,9 p.p.)

Fraqueza em veículos de passeio: receita orgânica de passageiros -2%, com desempenho fraco de sensores automotivos

Custos não recorrentes: despesas não monetárias como reestruturação e impairments pressionaram o lucro GAAP

O quadro geral é positivo, mas há diferenças de temperatura entre os segmentos. A receita do segmento de transporte avançou apenas 2%, e a deterioração da rentabilidade de veículos comerciais anulou a melhora da margem de veículos de passeio, reduzindo a margem EBITDA ajustada. A desaceleração da produção global de automóveis de passeio e a fraqueza em sensores pesaram no resultado.

O hiato entre o EPS diluído GAAP (US$ 3,49) e o EPS ajustado (US$ 4,19) também chama a atenção. Reflete o impacto de cerca de US$ 20 milhões em despesas como reestruturação e impairments, o que torna imprudente presumir que o lucro GAAP evoluirá no mesmo ritmo do lucro ajustado. O risco de que as sinergias da aquisição da Basler não se materializem como esperado também está entre os fatores de risco divulgados pela companhia.

O que a empresa disse

A administração avaliou o 2º trimestre como um "resultado forte" que superou as próprias expectativas, enfatizando a demanda e a capacidade de execução em todo o portfólio. O tom está mais próximo de confiança do que de cautela, com a mensagem de que a empresa seguirá avançando em sua estratégia já conhecida de ampliar oportunidades de alto crescimento, aprofundar parcerias com clientes premium, elevar a eficiência operacional e manter alocação de capital disciplinada.

Para o 3º trimestre, a companhia projetou cerca de 26% de crescimento da receita total em base anual, com base na maior carteira de pedidos da história, no momentum com os clientes e na contribuição da Basler. A explicação de que a empresa está conduzindo, junto com seus clientes, a transição para soluções de alta potência e alta densidade de energia deixou claro para o mercado que a demanda de data centers e da transição energética está no centro não apenas dos resultados de curto prazo, mas também da narrativa de crescimento de médio prazo. O aumento do dividendo para US$ 0,80 por ação, alta de 7%, também é lido como um sinal adicional de confiança na geração de caixa.

Reação do mercado e pontos a observar

O mercado parece ter assimilado de uma só vez o beat simultâneo de receita e EPS na base ajustada e o guidance de EPS ajustado para o 3º trimestre (US$ 4,85 a US$ 5,05), bem acima do consenso de EPS para o próximo trimestre publicado pelos analistas (US$ 3,78). A demanda ampla centrada em eletrônico e industrial, a melhora de margens e o forte fluxo de caixa livre foram interpretados como sinal de recuperação estrutural — não como um repique pontual — o que alimentou o fluxo de compra no pré-mercado. A fraqueza do segmento de transporte é frustrante, mas não chega a inverter o resultado consolidado.

Verificar se a receita do 3º trimestre se estabiliza próximo do ponto médio do guidance (cerca de US$ 790 milhões) e se a carteira de pedidos se converte em receita.

Acompanhar se a melhora de margens em eletrônico e industrial se mantém e se a rentabilidade de veículos comerciais no segmento de transporte passa pelo fundo e se recupera.

Conferir se a contribuição da Basler e os custos de integração seguem alinhados às premissas do guidance.

Aviso Legal: Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Toda a responsabilidade pelos investimentos é do próprio investidor.

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