USSTOCK.TODAY
Mercado fechado
Entrar Cadastrar
실적분석

CNH supera EPS ajustado e receita; foco no topo do guidance

Quadro de resultados do trimestre

| Item | Resultado |

|---|---|

| EPS | Acima (ajustado US$ 0,13 vs. esperado US$ 0,11) |

| Receita | Acima (US$ 4,803 bi vs. esperado US$ 4,751 bi) |

| Guidance | Elevado |

| Reação do preço | Pós-mercado +5,56% (US$ 10,82) — referência horário Coreia 08-03 20:44 |

Reação do preço: Pós-mercado +5,56% (US$ 10,82) — referência horário Coreia 08-03 20:44

Pontos positivos

Receita acima do esperado: receita consolidada de US$ 4,803 bilhões, leve alta ante US$ 4,751 bilhões esperados

EPS ajustado acima do consenso: EPS diluído ajustado de US$ 0,13, acima do consenso de US$ 0,11

Foco no topo do guidance: projeções anuais de EPS ajustado e demais métricas estreitadas para o topo da faixa anterior

Mesmo em meio ao fundo do ciclo agrícola, a receita consolidada cresceu 2% em relação ao ano anterior, ficando ligeiramente acima das estimativas. A receita líquida das Atividades Industriais foi de US$ 4,143 bilhões (+3%), e a receita líquida da construção chegou a US$ 866 milhões, com alta de 12%, sustentando a expansão do faturamento. O lucro líquido ajustado de US$ 161 milhões e o EPS diluído ajustado de US$ 0,13 ficaram acima do consenso ajustado (US$ 0,11), e a perspectiva positiva veio também do fato de a empresa afirmar que o resultado anual deve se situar no topo da faixa de guidance anteriormente divulgada, estreitando o intervalo das projeções.

Pontos negativos

Queda forte do lucro: lucro líquido total de US$ 141 milhões (−35%), sendo US$ 138 milhões atribuíveis aos acionistas ordinários

Pressão sobre margens: margem EBIT ajustada industrial de 4,0%, ante 5,6% no ano anterior

Fraqueza em agrícola e financeiro: persistem os impactos de volumes na América do Sul, tarifas e custos de risco no Brasil

A receita cresceu, mas a rentabilidade ficou bem mais fraca do que no ano anterior. O EPS diluído pelo GAAP foi de US$ 0,11, abaixo dos US$ 0,17 registrados um ano antes, e o EBIT ajustado das Atividades Industriais somou US$ 167 milhões (−25%), com redução de 160 pontos-base na margem. O segmento agrícola, carro-chefe da empresa, teve receita líquida praticamente estável, em US$ 3,277 bilhões, mas com EBIT ajustado em queda para US$ 170 milhões (−35%), pressionado pela redução de volumes na América do Sul, deterioração do mix na América do Norte e EMEA, tarifas, custos de mão de obra e despesas com P&D. Os Serviços Financeiros também viram receita e lucro líquido caírem 4% e 18%, respectivamente, com a alta da inadimplência (4,4% acima de 30 dias) em razão das condições dos agricultores sul-americanos se mantendo como fator de pressão.

O que a empresa disse

A gestão reconheceu que o ciclo agrícola ainda permanece no fundo do poço, mas avaliou que houve progresso nas frentes estratégicas de qualidade, sourcing, eficiência operacional e integração da rede de concessionárias. Explicou que, embora a economia dos produtores rurais esteja pressionada, já se observam sinais de recuperação do ciclo, como a normalização dos estoques dos concessionários, o envelhecimento do parque de máquinas e o equilíbrio de preços entre equipamentos novos e usados. Para o ano, a empresa estreitou as faixas anteriores, projetando desempenho no topo dos intervalos divulgados: receita líquida agrícola próxima à do ano anterior (incluindo +2% de efeito cambial), receita líquida de construção crescendo entre 5% e 10%, fluxo de caixa livre das Atividades Industriais entre US$ 200 milhões e US$ 400 milhões, e EPS diluído ajustado entre US$ 0,41 e US$ 0,46. O tom também trouxe como desafios simultâneos ao benefício de mudanças tarifárias os custos de frete, as condições da América do Sul e os gastos com tarifas.

Reação do mercado e próximos pontos de atenção

O mercado deu mais peso à mensagem de que o EPS ajustado e a receita ficaram acima do esperado e de que o guidance anual foi estreitado para o topo da faixa do que à queda do lucro pelo GAAP e à compressão de margens. Em um cenário de fundo do ciclo agrícola, o crescimento da receita, a recuperação dos volumes de construção e os comentários construtivos sobre o ciclo de estoques e de equipamentos estimularam expectativas de "passagem pelo vale". Ainda assim, a geração de lucros está mais fraca do que no ano anterior, de modo que a sustentação da força no pós-mercado dependerá da evolução das margens, da América do Sul e das tarifas no segundo semestre.

Acompanhar se a margem EBIT ajustada do segmento agrícola no segundo semestre entra na trajetória da meta anual (5,0% a 5,5%)

Observar se a demanda na América do Sul, a inadimplência, as tarifas e o frete continuam corroendo as margens

Verificar se o crescimento da receita do segmento de construção (5% a 10% no ano) e a margem (1,8% a 2,3%) se recuperam simultaneamente

Aviso Legal: Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Toda a responsabilidade pelos investimentos é do próprio investidor.

As 5 escolhas de IA de hoje, todas grátis
Sem esconder nada: as escolhas passadas e como foram frente ao S&P 500.
Ver as escolhas de hoje →