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Análise de resultados

Análise do 3º trimestre do ano fiscal de 2026 da Qualcomm ($QCOM) — receita supera estimativa, lucro ajustado fica ligeiramente abaixo, fraqueza no pré-mercado

Boletim de resultados

Receita: US$ 9,947 bilhões (-4% ante o ano anterior, estimativa de US$ 9,672 bilhões) ✅ Beat

EPS (lucro por ação): ajustado US$ 2,21 (estimativa de US$ 2,22) ❌ Miss · GAAP US$ 1,87

Perspectiva (guidance): rebaixada — receita do 4º trimestre entre US$ 9,7 bilhões e US$ 10,5 bilhões, lucro por ação ajustado entre US$ 2,05 e US$ 2,25

Reação do papel: pré-mercado -4,93% ($148) — referência 07-30, 06:04 (horário da Coreia)

Pontos positivos

Forte crescimento dos chips automotivos: receita do segmento automotivo de US$ 1,588 bilhão, +61% ante o ano anterior

Crescimento conjunto fora dos smartphones: receita combinada de automotivo e IoT +28% ante o ano anterior

Topo do guidance de receita: receita trimestral ficou próxima da extremidade superior do guidance da companhia, superando as estimativas

No negócio de chips da Qualcomm, o segmento automotivo saltou de US$ 984 milhões no mesmo período do ano anterior para US$ 1,588 bilhão, mantendo o crescimento de dois dígitos por 23 trimestres consecutivos. A receita de IoT também subiu 9%, para US$ 1,830 bilhão, e a soma das duas áreas cresceu 28% em relação ao ano anterior, confirmando em números a estratégia de reduzir a dependência dos smartphones.

A receita total de US$ 9,947 bilhões superou a estimativa de US$ 9,672 bilhões, e a administração avaliou que a receita do trimestre ficou na extremidade superior do guidance anterior. A conclusão da aquisição da Modular para viabilizar uma base de software aberto para inteligência artificial generativa e agêntica, e a devolução aos acionistas (aproximadamente US$ 2,3 bilhões em dividendos e recompras) também são fatores positivos.

Pontos negativos

Fraqueza em smartphones: receita de handset de US$ 5,086 bilhões, -20% ante o ano anterior

Lucro ajustado levemente abaixo: lucro por ação ajustado de US$ 2,21 não atingiu a estimativa de US$ 2,22

Pressão contínua sobre custos: alta nos custos de insumos como memória e wafers se refletiu no lucro e no guidance

O segmento de chips para smartphones, que ainda representa um grande pilar da receita, caiu 20% em relação ao ano anterior, ofuscando o resultado geral. A receita do negócio de chipsets totalizou US$ 8,504 bilhões, queda de 5%, e a margem antes de impostos recuou 4 pontos percentuais, de 30% para 26%. A receita do negócio de licenciamento também caiu 3%, para US$ 1,278 bilhão.

O lucro por ação ajustado de US$ 2,21 ficou US$ 0,01 abaixo da estimativa de US$ 2,22, e o lucro por ação em base GAAP foi de US$ 1,87. A empresa afirmou que está repassando a alta nos custos de insumos em toda a indústria de semicondutores para os preços dos produtos, mas explicou que esse efeito aparece gradualmente, de modo que a pressão sobre as margens no curto prazo pode persistir. O ponto médio do guidance de lucro por ação ajustado para o 4º trimestre (cerca de US$ 2,15) também pode parecer abaixo do que o mercado vinha projetando para o próximo trimestre.

O que a empresa disse

Cristiano Amon, presidente e CEO, avaliou que, mesmo em um ambiente difícil de memória e insumos, a execução da estratégia de crescimento foi robusta e a receita do trimestre ficou na extremidade superior do guidance. Afirmou que a empresa está posicionada para executar a visão apresentada recentemente no Dia do Investidor, junto com a meta de médio prazo de elevar a receita fora dos smartphones para US$ 40 bilhões até o ano fiscal de 2029, e explicou que a taxa de crescimento da receita fora dos smartphones — incluindo data centers — deve acelerar de 24% no ano fiscal de 2026 para mais de 60% no ano fiscal de 2027.

Ao mesmo tempo, a empresa esclareceu que o aumento de custos já está refletido neste resultado e na perspectiva do 4º trimestre, de modo que o tom mistura confiança e cautela. O mercado parece estar dando mais peso, no curto prazo, à fraqueza em smartphones, à pressão sobre margens e ao patamar de lucro do próximo trimestre do que à história de crescimento de médio e longo prazo.

Reação do mercado e pontos a observar

A receita superou as estimativas, mas o lucro ajustado ficou marginalmente abaixo, e a queda acentuada nos chips para smartphones e a alta nos custos de insumos estão refletidas no guidance de lucro do próximo trimestre, o que parece ter pesado sobre o papel. A mensagem de crescimento em automotivo e IoT e a aceleração fora dos smartphones são catalysts de médio e longo prazo, mas, no curto prazo, a interpretação mais convincente é a de que prevaleceram as dúvidas sobre a desaceleração do negócio principal e sobre o momento da recuperação das margens.

Acompanhar onde a receita e o lucro ajustado reais do 4º trimestre se acomodarão dentro da faixa do guidance.

Verificar se a queda na receita de chips para smartphones está perdendo força e se há sinais de recuperação da demanda por dispositivos premium.

Avaliar se o repasse de preços se traduz em margem bruta, e se o ritmo de crescimento de automotivo, IoT e data centers se mantém alinhado ao cenário traçado pela administração.

Aviso Legal: Este conteúdo é meramente informativo e não constitui recomendação de investimento. Toda a responsabilidade pelos investimentos é do próprio investidor.

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